Vítima de afogamento nos Ingleses era médico e estava prestes a mudar para os Estados Unidos

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Foto: Instagram

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Segundo o site Tn On Line, o médico Rafael Medina, 31 anos, natural de Maringá, morreu após se afogar na praia dos Ingleses, em Florianópolis, Santa Catarina, neste domingo (30). Rafael estava no litoral com amigos, em uma despedida, pois iria embarcar rumo aos Estados Unidos, onde faria residência em Clínica Médica na Universidade de Colororado. O médico havia compartilhado em suas redes sociais uma foto com amigos e mencionado a viagem de despedida. Em outra postagem, semanas atrás, o jovem médico publicou foto com os pais e expressou orgulho de suas origens e de sua trajetória: "De filho de costureira e vendedor de doces crescido na zona rural brasileira até futuro médico residente de clínica médica na Universidade de Colorado nos EUA. Nunca deixe as pessoas dizerem que seus sonhos são grandes demais pra você!"

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, banhistas que estavam na praia perceberam a situação de perigo no mar e acionaram os bombeiros. Guardas-vidas foram chamados para realizar o resgate. Quando retiraram Rafael da água, ele já estava inconsciente e em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada às 17h56. As informações são do site Maringá Post.

O afogamento ocorreu perto de um posto de guarda-vidas desativado, que funcionava durante a temporada da Operação Veraneio, encerrada em fevereiro. Os guarda-vidas envolvidos no atendimento à ocorrência foram deslocados de outro posto.

Rafael Medina cursou medicina na Universidade Estadual de Maringá, deveria ter colado grau no início de 2022 com a sua turma, mas optou por passar uma breve temporada nos Estados Unidos preparando-se para conseguir vaga na residência naquele país. Pouco tempo depois, retornou e concluiu o curso meses depois dos colegas.

Durante a última Operação Veraneio, entre 17 de dezembro e 26 de fevereiro, não foram registrados afogamentos seguidos de morte nas áreas monitoradas em Florianópolis. As três mortes por afogamento na cidade ocorreram em locais sem vigilância de guarda-vidas.